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Com várias nascentes em seu território, Mato Grosso se considera “estado das águas” e apresenta polí

  • Gabriel Ibrahim
  • 24 de mar. de 2015
  • 2 min de leitura

Edição: Adrielle Santana e Amanda Bogo

A crise hídrica nacional em algumas regiões do Nordeste e Sudeste do Brasil ainda não afetou o Centro-Oeste e Mato Grosso se considera o "estado das águas", segundo a SEMA-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso), apresentadas em palestra nesta segunda-feira (23) no 1º Simpósio de Águas Subterrâneas, em Campo Grande.

O motivo da constatação é que a unidade federativa abriga nascentes de rios brasileiros, que alimentam as Bacias Amazônicas, do Tocantins-Araguaia e do Paraguai. Isso faz com que o estado seja privilegiado no consumo de água. As nascentes presentes no território mato-grossense deságuam em outro

s estados.

Para a palestrante da SEMA/MT, Ellen Pantoja, apesar de Mato Grosso ter um Plano Estadual de Recursos Hídricos e trabalhar com outorgas para controlar o uso das águas subterrâneas, o estado necessita de um Plano de Bacias.

Ela destaca ainda a necessidade de investimentos na área hídrica, que podem ser obtidos por meio de mobilizações. "É preciso que o interesse da sociedade pela gestão de recursos hídricos cresça a ponto dela se mobilizar através dos comitês e auxiliar o estado e os sistemas de gestão de águas no gerenciamento desse recurso natural”, opina.

O cenário apresentado demonstra que, em Mato Grosso, quase 88% das vazões superficiais de águas concedidas são para irrigação. Já as águas subterrâneas, cerca de 66% são concedidas para abastecimento.

No estado, quem usa acima de 10m³ de águas subterrâneas deve pedir autorização para furar poços. O objetivo do processo é manter o controle de qualidade e quantidade do líquido que será consumido. Durante o procedimento, são estabelecidas condições para o uso do recurso, como avaliação hidrogeológica preliminar e comprovante de ligação com uma rede pública de abastecimento.


 
 
 

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